Arroz de Sequeiro

Arroz de Sequeiro



O arroz de sequeiro, também conhecido como arroz de terras altas, respondeu nos últimos cinco anos por 55% da área e da produção de arroz do Paraná. Nesse sistema, duas situações devem ser consideradas: a atual e a potencial. A atual é representada pelas pequenas propriedades, em todas as regiões do estado, típicas de agricultura familiar, cultivando em torno de 0,5-1,0 ha de arroz, cuja produção é destinada principalmente ao consumo próprio. Á potencial é constituída pelas áreas cultivadas atualmente com soja e milho, nas quais o arroz pode ser inserido como opção de rotação, contribuindo significativamente para aumentar a área cultivada com arroz, dispondo de tecnologia para atingir altos rendimentos de grãos. 


Desenvolvimento



O ciclo de desenvolvimento do arroz pode ser dividido nas fases vegetativa, reprodutiva e de maturação. Nos diversos estádios, definem-se os componentes do rendimento: número de panículas por área, número de grãos por panícula. peso de mil grãos e porcentagem de grãos cheios por panícula. A fase vegetativa inicia-se com a germinação da semente e estende-se até a diferenciação da panícula. Á fase reprodutiva ocorre desde a diferenciação da panícula até o florescimento; e a fase e a maturação compreende o período entre o florescimento e a maturação dos grãos. Nas condições do Paraná, a duração da fase vegetativa varia de 60 a 80 dias e as fases reprodutiva e de maturação variam de 30 a 35 dias. Diferenças de ciclo entre cultivares e variações de ciclo dentro da mesma cultivar, em diversas épocas de semeadura ou em locais diferentes de cultivo, devem-se principalmente às diferenças na duração da fase vegetativa. 


Época de Semeadura



O arroz deve ser semeado segundo as orientações do Zoneamento Agrícola do Arroz para o Estado do Paraná(1). A época preferencial de semeadura vai desde o início de outubro até meados de novembro, para qualquer região e cultivar. Podem ocorrer baixas temperaturas no início do ciclo das semeaduras feitas no mês de setembro, resultando em desenvolvimento inicial mais lento e aumento do ciclo, embora isso não cause influência direta no rendimento de grãos. 


(1) Para maiores informações, consultar: CARAMORI, P. H. et al. Zoneamento Agrícola do Estado do Paraná. Londrina: IAPAR, 2003. p. 5-7.

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